sábado, outubro 20, 2007
domingo, outubro 07, 2007
Festival de Teatro Cómico da Maia
Como é habitual aqui ficam algumas recomendações para o festival deste ano :
Mike attack- neander theatre ( dinamarca)
dia 8, 23. 30h
Novecentos - O pianista do Oceano
Peripécia Teatro , dia 23.30h
Nasdrovia Chejov - Vaiven Producciones, País Basco
dia 12 , 23. 30h
Monólogo a duas vozes - D`Orfeu
dia 14, 23. 30h
o festival já começou e salientamos momentos como este do Cabaret Molotof , Teatro de Marionetas do Porto( que vimos por ocasião da estreia)
quinta-feira, outubro 04, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
Théâtre desOreilles- excerto
Tinha usado a linguagem como um animal, tinha renunciado à cabeça, renunciado a ser, pela língua, o mestre das coisas. Tinha proibido a si próprio nomear o que quer que fosse.
Para ir às coisas, para descer, ver mais abaixo. Tinha aceite ver coisas sem ter palavras para as designar. Tinha renunciado a nomear. Até que todos os objectos em frente estivessem a igual distância, sem inteligência, sem apreensão, sem compreensão, sem acção possível.
O mundo era-lhe incompreensível porque tinha renunciado a nomeá-lo, a segurá-lo na mão. Ofereceu a língua às coisas. Já não estabelecia diferença entre o mundo e o pensamento. Estava rodeado de objectos interiores e em parte alguma do mundo; ele próprio estava inteiramente fora. Já só o pensamento se produzia.
Pensava que tinha tocado em algo proibido, que era o único a ter visto. Era tudo um bloco, tinha perdido, tinha perdido grande parte da memória, a faculdade de se orientar, em compensação gozava de um novo órgão, de um novo sentido, de um olho para ver de noite, de uma visão cega, aguda, crepuscular, de um olho preto.
- Nem corpo, nem cabeça , nem visão, nem voz , mas a impressão de tocar apenas.
Eclipse, ponto cego, buraco negro, crepusculamento, crepusculação, síncope, branco no espaço, na percepção, branco dos sentidos, perder a língua, nuclear, atirar os miolos, piorar, fazer a experiência, descer no sopro, na coluna de ar, descer no buraco da luz do tubo de vácuo, lesões experimentais, brancas, vazios de sentido, vertigens linguais, linguismo, criação perpétua, queda do sistema de reprodução, queda do sistema de acção, escrevo sem mim, como uma dança sem dança, escrevo renunciado, desfeito. Despojado da minha língua, despojado do meu pensamento. Sem pensamento, sem ideia , sem palavra, sem lembrança, sem opinião , sem ver e sem ouvir.
domingo, setembro 30, 2007
sexta-feira, setembro 21, 2007
Anúncio importante
Poesia em Movimento- Actriz/ Músico
O projecto Poesia em Movimento vem por este meio agradecer o interesse de todos quanto enviaram Cv´s e encerrar as candidaturas para actrizes.
Continuamos buscando músicos preferencialmente: acordeão, sax , concertina...( instrumento portátil ).
Os que forem pré-selecionados deverão ser contactados , no início da próxima semana.
Até lá , bom fim-de-semana.
Renata Portas
segunda-feira, setembro 17, 2007
teatro dos ouvidos- saudades
Precisa-se Actriz/ Músico
Poesia em Movimento
Com vista a criar projecto performativo de poesia para o festival Se Esta Rua Fosse Minha , organizado pela Plano B no Porto,
no próximo dia 5 de Outubro procura-se : uma actriz e um músico.
Deve ter disponibilidade para ensaios durante setembro/ outubro; e residir no Porto.
Será feita uma pré-selecção através de Cv .
Nota importante: o projecto encontra- se em análise , servindo esta seleção para registo de potenciais colaboradores.
Envio de : Cv+ portfolio (opcional) + foto para : renataportas@gmail.com
Mais informações : 960209730
www.planobporto.com
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plano b,
poesia
sábado, setembro 01, 2007
Comentários e feedbacks
Há dias em que me interrogo sobre o porquê de manter este espaço.
Nunca fui diarista, cronista dos tempos actuais , não cedo à tentação fácil de postar imagens para substituir o vácuo de palavras , ainda não aprendi a lidar com rss feeds geografias e outros indicicadores de popularidade.
Gosto de vir cá , de vez em quando dar novas aos amigos, e falar - de preferência sobre os outros ( nunca me interessou o blog propagandístico).
De resto, leio blogs muito bons e vou me mantendo actualizada.
Gosto dos comentários.
Lembro-me de um post antigo divertido que dividia os blogs em esquerda ou direita através da autorização de comentários ou não.
Mas comentários patetas, vazios e bacocos, não.
Não preciso disso.
Muito menos anónimos- dar a cara por aquilo que se faz é premissa sine qua non.
Fica o alerta aos visitantes.
terça-feira, agosto 07, 2007
dramaturgia do texto- excerto
R- Preciso de escrever esta palavra:
vinde
Meus amigos invisíveis e dispersos
caravaneiros de êxodo
poeiras soltas de diáspora
vinde
Se ouso chamar oásis a este lugar que habitamos
não penseis que fomos poupados
Pausa
A mesma queimadura da noite
o mesmo céu envenenado caíram sobre nós
|O que vós vivestes nós vivemos|
Tínhamos pensado que haveria excepções
tínhamos pensado:
nada poderá chegar aqui
pois estamos no alto
ou na profundidade
ou muito couraçados
ou muito informados
aqui o espaço é seguro
o ar limpo
a terra pacífica/
E quando tudo aconteceu
ninguém se tinha preparado
O que temos andado a fazer- Memória Um
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pedro eiras
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Schhh...
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