quinta-feira, abril 30, 2009

O que andamos a fazer- Animais Nocturnos

A caminho da recta final ( fim de temporada este domingo)convidamos todos a irem assistir " Animais Nocturnos" , no Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro , sempre às 21.35h , na Quinta da Caverneira . mais informações em www.animaisnocturnos.wordpress.com ( em actualização ) www.teatroartimagem.pt www.rum.pt ( entrevista com José Reis) www.rdp.pt ( reportagem Alexandra Madeira) Porto Canal Até lá !

quinta-feira, março 26, 2009

Dia mundial do teatro

A um dia da celebração do Dia Mundial do Teatro , algumas observações : a excelente notícia do reconhecimento do trabalho de João Brites e do Bando com Òpera Extravagante , pela associação de críticos de teatro ; que será reposta amanhã no São Luiz . Do outro lado , a cada vez mais acentuada dificuldade em permanecer e criar no Porto. O Fantasporto realizou-se , mas com custos , o Intercéltico não acontece pela primeira vez , e o Art´Imagem vê cancelado o apoio previsto para o Fazer a Festa . Ideologias à parte , animais políticos que somos todos, é terrível constatar que não há espaço para o diálogo . No meio disto tudo , sobra a teimosia de quem insiste em acreditar . ver todos os dias , reunidos num mesmo espaço (a fábrica) gente com recursos escassos , ou quase inexistentes , persiste em continuar a criar em meio a tanta notícia onde -é - que - eu já -vi- isto : falta dinheiro , falta público , falta investimento , fidelização , abrir caminhos , programadores interessados , espaços ,tempo, (re)aviva a fé . E surgem novas companhias , novos dramaturgos , ensaiam-se projectos , testam-se ideias. Daqui a 10 anos restarão algumas . Mas todas as outras terão feito parte da estória da renovação do tecido teatral , em tempos dificéis.

sábado, março 07, 2009

Em cena - novos autores

Encontros e Despedidas

para os amigos do lado de lá do atlântico , saudades em forma de sons .

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Verano Porteño - Astor Piazzola - ou quando se sonha com piazzola, quem chamar ?

há alegrias múltiplas ao iniciar um trabalho , uma delas é poder revisitar velhos amores ...nos próximos meses , imergir em Piazzola , para lhe prestar homenagem através da lembrança e da inspiração.

sábado, janeiro 31, 2009

Propostas para hoje , 31 de janeiro

Teatro na Vilarinha em dose tripla 19:00h XaTa Tenda de Saias 21:30h Belas Atrozes V+ Companhia de Teatro 23:30h Comédia com Leite Ricardo Leite Raskatarsis no Clube Literário do Porto , entrada grátis indie ,vindo da Estónia para saber mais : www.vmaisteatro.blogspot.com www.clubeliterariodoporto.blogspot.com --

quinta-feira, janeiro 22, 2009

O que andamos a ler

Se o nome de Jorge de Sena só passa a figurar nos palcos portugueses a partir de 1978 , é razão para nos questionarmos que tipos de Censura obstaram à sua realização como dramaturgo de pleno direito. Mas quaisquer que tenham sido as origens da restrição , uma das quais,e não a menor , terá sido o histórico preconceito dos agentes teatrais em relação a autores oriundos da escrita literária- lembrados, decerto, do célebre e polémico panfleto do encenador francêsz Gaston Baty ( « Sire le mot», de 1926) contra a dominância da palavra no teatro, que lançou um anátema sobre os dramaturgos , a que não escaparam autores como Gide, Mauriac , Giradoux, Montherlant, Sartre, Audiberti, Pinget, Sarraute, Duras e o Beckett das primeiras peças-, há razão para afiramr que o generalizado clima censório temeu a importância da sua voz como denunciadora de um sistema de compromissos e silêncios que amordaçaram , durante bem mais de meio século, o teatro e a vida em Portugal. in Jorge de Sena, Uma Ideia De Teatro( 1938-71) , de Eugénia Vasques , Edições Cosmos ps: uma preciosidade este livro, importantíssimo para pensar Jorge de Sena , e celebrar o pensamento sobre o teatro, em concreto a cena portuguesa pela mão de Eugénia Vasques . uma pérola , vendida pelo inacreditável preço de dois euros , numa feira de natal do livro , no metro do porto.

Em cena- Recuperados

Sinopse: Uma reprimenda do pai. Uma chamada de atenção da professora ou do patrão. Uma pergunta incómoda. Ainda me amas? Tiveste saudades minhas? Estás sozinho? Inventamos constantemente palavras para esconder o que desejamos realmente dizer. Mantemos escondido um eu que não queremos apresentar a ninguém. Guardamos no armário uma personalidade para cada dia da semana que vestimos para poder sair de casa. Desenvolvemos a arte da invisibilidade: não vermos os outros e não sermos vistos. Recuperados conta-nos as palavras que são caladas antes de serem ditas. Mostra-nos os fantasmas que dormem à porta da nossa casa, homens e mulheres que se suicidam em vida, os invisíveis que viajam connosco nos autocarros, que estão ao nosso lado no balcão de um café e que passam por nós na rua. Mostra-nos que na realidade estamos todos sozinhos. Que atravessamos a vida com os ombros encolhidos. Recuperados é o espaço onde podemos ouvir as palavras que ficam por dizer. Onde vemos as pessoas que não queremos ver e que nunca querem ser vistas. Pessoas feitas de sombras, leves como o ar, transparentes e reais.

domingo, janeiro 04, 2009

Los Hermanos - Anna Júlia , ou a alma em estado pop/rock

nota: para aqueles que acompanham este blog ( uma imensa minoria silenciosa, lembrando os ouvintes da xfm) e notem a evolução deste blog de teatro / trabalho para um blog mais pessoal, fica a adenda : continuamos a pesquisar e a pensar em novas secções, notícias , ligadas ao teatro ,mas dentro em breve terei um site, para que o blog possa ser mutatis , mutandis mais flexível:)

domingo, dezembro 28, 2008

Meu coração não está aqui

Como D. Pedro , o nosso I , o Iv de Portugal há muito que habito em solo estrangeiro , que adoptei ; mas meu coração já não está aqui. Dou por mim em mesas de café a defender esta terra que não é a minha , expatriada , e por debaixo do manto do europeísmo e toda alta cultura , e os séculos de história e Tão-Linda - Que - São- As - Gentes do Porto , dou por mim cheia de saudades. Do metrô ( assim com assento , com acordo ou sem ele) da voz de Renato Russo e de todos os hits da Legião Urbana , de churrasco com a família, da lasanha da avó, do brigadeiro da prima , do sotaque que já perdi , da Chácara St. António fechada em dia de domingo aos carros, de paquera fácil , risos soltos e tv fútil. Deixei-me disto tudo , há muito, muito tempo. Mas como D. Pedro, um dia destes depositarei meu coração em São Paulo.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

The Pogues - If I Should Fall from Grace with God

The Pogues and Kirsty MacColl - Fairytale of New York

a minha canção de todos os natais. Boas festas

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Atelier de Teatro- Victor Hugo Pontes

ATELIER DE TEATRO com VICTOR HUGO PONTES "Esta noite não estou para ninguém" AULA EXPERIMENTAL GRATUITA No dia 18 de Dezembro terá lugar uma aula experimental gratuita, onde será apresentada a proposta para este atelier. Os interessados deverão contactar o NEC através do e-mail nec@nec.co.pt ou dos telefones 961424668 ou 913211428 para inscrição na aula e fornecer os seguintes dados: nome, morada, e-mail, telefone, área de formação e idade. A aula será realizada na ESMAE - Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Rua da Alegria, n.º 503- Porto) entre as 20h e as 22h30. Atelier de Teatro "Esta noite não estou para ninguém" Datas | terças e quintas feiras, de 6 de Janeiro até dia 26 de Março 2009 Horário | 20h - 22h30 Local | Núcleo de Experimentação Coreográfica Fábrica Social- Fundação Escultor José Rodrigues Rua da Fábrica Social s/n - 4000-201 Porto Público-alvo | Interessados com ou sem experiência em teatro, maiores de 16 anos. Mensalidade | 30 euros Jan. + 60 euros Fev. + 60 euros Mar. Associados e Amigos NEC | 24 euros Jan. + 48 euros Fev. + 48 euros Mar. (desconto de 20%) INSCRIÇÕES Prazo para inscrição até ao dia 2 de Janeiro de 2009. O pagamento da primeira mensalidade deve ser efectuado no acto da inscrição. As mensalidades de Fevereiro e Março deverá ser paga na primeira aula de cada mês. As mensalidades não são reembolsáveis. Esta noite não estou para ninguém O Atelier de Teatro é dirigido a todos aqueles que desejem iniciar uma formação em Interpretação e também aos que já têm alguma experiência em teatro. Durante um período breve, mas intenso, o objectivo será trabalhar o corpo, a voz e a imaginação. Através de jogos dramáticos vamos reaprender a «jogar» ao faz de conta - «representar» é «jouer» (francês) e «to play» (inglês). Através da utilização de textos dramáticos ou outros, clássicos e contemporâneos, a ideia será apropriarmo-nos dos personagens desses textos e dar corpo e voz às palavras e a tudo aquilo que compõe o texto. Apesar de o objectivo final ser a montagem e apresentação de um exercício / espectáculo, é escusado recordar que o percurso seguido conta mais do que o resultado alcançado. Uma caminhada de mil passos começa com um só: o primeiro. Victor Hugo Pontes Licenciado em Pintura pela FBAUP. Frequentou a Norwich School of Art & Design, U.K. Concluiu o Curso Profissional de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e o do TUP, bem como o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança, o Curso de Encenação de Teatro na Fundação Calouste Gulbenkian, dirigido pelos "Third Angel", e o Curso Internacional de Aperfeiçoamento Teatral, Projet Thierry Salmon, la nouvelle Ecole de Maîtres, dirigido por Pippo Delbono. Como intérprete trabalhou com Moncho Rodriguez, Joclécio Azevedo, João Garcia Miguel, Nuno Carinhas, João Paulo Costa, Lígia Pape, Ana Luísa Guimarães, Jack Souvant, Isabel Barros, Mário Afonso, Alberto Magno, Elisabete Magalhães, Mathilde Monnier, Clara Andermatt, Vera Santos, entre outros. Como coreógrafo criou em 03 Puzzle para Festival da Fábrica e Voz Off para os Quadros de Dança/NEC; em 05 criou Laboratório, produção da Fundação Calouste Gulbenkian e co-criou com Wilma Moutinho 100 Palavras para o Inter.faces/NEC; em 06, Voyeur para os Quadros de Dança/NEC, Fotomontagem produção idependente/NEC e Ícones. Em 07, Ensaio para O Programa do Estado do Mundo da Fundação Calouste Gulbenkian. Seleccionado para a Mostra Nacional de Jovens Criadores em 03 com o vídeo Eu Gosto muito de ti, em 04/05 com Voz Off, e em 06 com Ícones, peça convidada a representar Portugal, em 2008, na Mostra Internacional de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em Bari, Itália. Representou Portugal nos Repérages – Rencontres Internationales de la Jeune Chorégraphie, tendo sido convidado para participar na residência coreográfica em Munique, Alemanha, resultante dos encontros organizada pelo Danse à Lille/Tanztendenz. Assistente de encenação de Nuno Cardoso no espectáculo Woyzeck, de Georg Buchner , Plasticina de Vassili Sigarev e Platónov de Anton Tchékhov, produzidos pelo Teatro Nacional S. João, Ricardo II de William Shakespeare e R2, pelo Teatro Nacional D. Maria II e A boa persoa de Sezuán de Bertolt Brecht, produzido pelo Centro Dramático Galego. Integrou a residência artística MUGATXOAN em 06 organizada pela Fundação de Serralves e a Arteleku. Em 07 venceu o 1º Prémio com Ícones no 2nd International Choreography Competition Ludwigshafen 07 – No ballet, Alemanha. Integrou como actor L´Europeenne de David Lescot, encenado por Charlie Degotte, produção do Centre Dramatique de Thionville. Docente no Balleteatro Escola Profissional e cenógrafo da banda Clã. Núcleo de Experimentação Coreográfica Tel. 225188522 | Telm. 961424668 / 913211428

domingo, outubro 26, 2008

terça-feira, outubro 14, 2008

Workshop com João Brites

Workshop “Dilatação do Tempo Presença” Com O Bando Coordenação de João Brites Vale de Barris, Palmela 7 a 9 de Novembro de 2008 (Turma 1) 21 a 23 de Novembro de 2008 (Turma 1) Em 2008, o FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa continua a proporcionar um programa de formação artística destinada especificamente a elementos de grupos de teatro universitário. Seguindo o trabalho desenvolvido por João Brites nos últimos anos, referente à consciência do actor em cena, este Estágio debruçar-se-á sobre a primeira das etapas desse processo, a Dilatação do Tempo Presença. Este vocabulário cénico tem sido elaborado a partir do trabalho com os actores e parte da percepção do espectador. Nesse sentido, não se trata de um trabalho de laboratório mas de um processo sempre conduzido em função do que pode ou não ser apreendido pelo público. Estágio de três dias com estadia e refeições incluídas. As sessões de trabalho serão coordenadas por João Brites, mas envolverão outros membros da Direcção Artística de O Bando. PARA MAIS INFORMAÇÕES> Reitoria da Universidade de Lisboa - Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE Telefone 21 011 34 06 | E-mail fatal@reitoria.ul.pt | www.fatal.ul.pt http://fatalnosbastidores.blogs.sapo.pt nota pessoal: em 2003 tive oportunidade de conhecer e participar num workshop com o Bando e João Brites. Mais tarde repeti a experiência. mudou -me mais do que qualquer outra coisa que tenha feito. direccionou-me, fez-me pensar, acreditar em mim e ao mesmo tempo duvidar, questionar, sempre e determinou muito da minha forma de estar no teatro. oportunidades destas são raras...

domingo, outubro 05, 2008

O pranto de maria parda, uma lição de teatro

Ontem à noite, na estreia do Festival Cómico da Maia, apresentou-se o espectáculo " O pranto de Maria Parda" , Gil Vicente, interpretado por Maria do Céu Guerra. No final, houve uma conversa com a actriz , com os presentes e tive o prazer de , munida de coragem , ir cumprimentá-la aos bastidores. tudo que se possa dizer ou escrever é supérfluo, e ínfimo. quando se assiste a um milagre teatral, lembra mo-nos que tudo começa e termina no actor. que esse é o maior dos mistérios. que o encenador, papel que tenho desempenhado mais frequentemente ( e com extrema felicidade) sonha mundos,engendra-os, persegue-os. mas o actor habita-os . e porque sabemos , que o teatro pode ser um milagre, o mais humano de nossos espelhos ( e o mais falho) sofremos dilacedaramente quando tal não acontece. e lançamos impropérios, queixumes, vitupérios. por vezes perdemos o norte , ou a razão desta profissão. e , numa noite igual a outras tantas, numa sala repleta de público atento dá-se o milagre da suspensão ( do tempo, espaço, da vida). e uma Actriz, enorme Fazedora de Teatro deste país (re)lembra-nos que é possível não só sonhar, mas fazer. e quando ouvimos , nas bocas de outros , infinitamente mais sábios que nós , o teatro como missão ou profissão de fé , crítico mas com um brilho no olhar , sabemos que não somos D. Quixote , pregando ao vento. seremos poucos, talvez, dispersos. mas existimos .

segunda-feira, setembro 29, 2008

Ciclo Manoel de Oliveira

A Fundação de Serralves , promove durante três meses um ciclo que revisita Manoel de Oliveira e realizadores próximos do universo afecto ao mesmo. cinema , quase todos os dias , a 2.5 euros , numa celebração da volta da sétima arte ao Porto, conforme anotado por João Fernandes. algumas sugestões : 03 de Outubro : Othon - Jean Marie Straub/ Danièle Huillet 06 de Outubro : Mon Cas / O Meu Caso - Manoel de Oliveira 10 de Outubro: Non ou a vã glória de mandar - Manoel de Oliveira 18 de Outubro : Juventude em Marcha- Pedro Costa www.serralves.pt

Oficina de teatro- últimas vagas

A oficina de Iniciação Teatral , na Chã das Eiras , continua a aceitar inscrições , embora as aulas já tenham tido início. aulas quartas e sextas , das 18.30h- 20.30h . mensalidade: 50 euros inscrições no local todos os dias a partir das 18h. www.chadaseiras.blogspot.com

terça-feira, setembro 23, 2008

prosa avulsa

tenho andado eliptíca , meu A ( ia agora escrever aquele palavrão que tínhamos sempre na boca , em vez de bom dia ou do teu nome de baptismo). instrospectiva ( já sei, a oeste nada de novo, sempre o fui, mas se o acentuo é porque estou mais). mais calada. voltei ao café de sempre. nunca gostei de delta e agora nem a canela o adocica ... voltei aos filmes antigos , aos livros clássicos . interrompi tudo que nos lembrava, por momentos : Bella Lugosi e os filmes gore, cerveja ao fim da tarde, e brunch pela manhã , sessões intermináveis de conversa. socorro-me de velhos amigos e novas canções que me afirmam seres- já- passado. voltei a devorar a agenda cultural. na falta da arte, resta o Teatro- que teve sempre por missão insuflar-me de anima e vida. se as cortinas não fechassem, meu ex-outrora-infinito amor , nada disto aconteceria. varreríamos as palavras de nossa boca , tentando calar os pensamentos. penso , mas não creio em nós. esvaiu-se a fé.